Margarina ‘Cremosíssima’

Um casal contemporâneo cujo cotidiano consiste na rotina de acordar, tomar café da manhã com a margarina Cremosíssima, o marido vai ao trabalho pelo dinheiro, a mulher cuida da ordem familiar, os dois voltam a dormir para novamente acordar e assim sucessivamente. Reflexos da atual sociedade, da era do self, da família “comercial de margarina”, o casal entra em crise com a notícia de que a fábrica da Cremosíssima faliu, agora eles terão de se contentar com a Cremosa, margarina com 0,2mg de sódio a mais que a anterior.

A sociedade vive a frustração do american way of life, após presenciar coletivamente no empirismo que ele é uma farsa, onde o molde familiar perfeito idealizado foi mostrando-se gradativamente impossível, tal e qual a margarina Cremosíssima, sua fábrica foi à falência, saiu de validade, a qualidade está comprometida.

Absurdo metafórico, trabalhado através de encenação realista com signos extra-cotidianos, o trabalho busca o fomento de reflexões e possibilidades visuais pela estética. “Margarina” segue a linha de pesquisa do grupo Teatro Suspenso, esmiuçando relações sociais de gênero através da sensibilidade artística.

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